Reason 7: O mais legal não é só o software

Sete versões de software já são mais do que suficientes para que esteja na maioridade. Desde que o Reason surgiu, alavancado pelo Rebirth, vem ganhando inúmeros adeptos. Com a extinção do Record, o Reason passou a ser uma verdadeira DAW, mas o que mais “pegava” em termos de expansão eram os plug-ins. Enquanto a maioria das outras DAWs tinha a opção de crescer pelo lado do VST ou RTAS, o Reason ficava estagnado em seu rack, mesmo comportando infinitas combinações (o infinito não é o bastante para os criativos de alma?). Quando muito um Refillzinho gratuito pintava em algum site por aí (saudosa lembrança do Wilton piano…). Desde a versão 6.5 a Propellerheads abriu as portas para que outros fabricantes produzissem periféricos para o Rack do Reason e isso foi uma grande sacada e um sucesso tremendo que fez o Reason ressurgir no cenário do investimentos das DAW centrais de produção. Com a versão 7 uma dessas Rack extensions pode ser adquirida gratuitamente, a Audiomatic.
Esse novo periférico instalável é da própria Propellerhead e é um transformador psico-acústico do futuro com pegada retrô, segundo o próprio fabricante. Deixando de lado o que realmente significa esse adjetivo, pense que ele é um equalizador misturado com um exciter e um compressor com ajustes diferentes já organizados na forma de botões elucidativos. Ficou na mesma? Ok: Aperte o botão escrito Vinyl e o som da sua música vai parecer que está saindo de um disco de vinil e assim por diante para ou demais botões. A graça é brincar com o botão Transform, que aumenta ou diminui a intensidade do efeito.
Para ser utilizado em profusão como insert em qualquer canal ou mesmo como masterizador no master, essa é a nova linhagem de periféricos do Reason e, neste caso, grátis para quem é dono da versão 7. Vá já fazer o download!

Três dicas para fazer o bumbo bumbar


Adoro dicas.
E estou sempre em busca delas. Quem não gosta de uma sugestão de um bom restaurante que também é bom de preço? Quem sabe um dia você capte no ar alguém dizendo que aquele tablet desejado está em promoção lá naquela loja do shopping ou que no clube do seu sonho agora também aceitam sócios contribuintes sem necessidade de compra do título, mas muitas dicas, infelizmente, não são grátis, enquanto outras são inacessíveis. Algumas são segredos bem guardados de quem as sabe e que não querem compartilhar. Odeio isso. Até já fiz aula de piano com professor que começou a esconder o ouro só para eu voltar semana após semana e pagar mais cinquentinha. Levou cento e cinquenta e ficou nisso.
  
Outra verdade é que essas dicas de hoje também não foram inventadas por mim, já vi bastante gente comentando-as em vários lugares e, portanto, nem sei a quem dar crédito. Fato é que são boas e espero que você não às conheça para não perder a graça, apesar de serem simples e até antigas, mas julgo-as importantes, principalmente para os menos experientes que sempre buscam informações em revistas especializadas. Estas dicas são fruto de gente inteligente que extrai o máximo de recursos simples; sina comum da maioria de nós brasileiros.

Chega de blá, blá, blá! Vamulá!

Dica 1 – Engordando o som do bumbo.
Provavelmente em algum dia não muito distante você tentou de tudo para dar aquele corpo de obeso mórbido ao bumbo. Usou pré-amplificador valvulado, transistorizado, mic dentro, mic fora, mic na maceta, tirou o abafador, colocou de volta, usou fita crepe, inseriu compressor, equalizador e exciter, usou plug-ins de toda espécie e nada; ainda estava murcho que nem aquelas modelos anêmicas da década de noventa que pareciam cabideiros ambulantes. Muito bem, vamos fazer o seguinte então: Vamos usar a pista do bumbo para abrir o gate de outra pista que tem um som sintetizado grave e vamos mixar esta com a do bumbo. Somando-se os dois sons, ficamos com um resultado encorpado.

Primeira etapa:
Escute a música e encontre a sua tonalidade (leia o final da dica 2 caso precise de uma ajuda extra). Neste exemplo a música que escolhi está em Lá menor, portanto vou definir a nota Lá para o bumbo (aliás, se você faz bastante música eletrônica fica ainda mais evidente a melhora da presença do bumbo se você afiná-lo na tonalidade da música).

Segunda etapa:
Crie uma pista de instrumento mono ao lado da pista do bumbo, inserte nesta o Vacuum e escolha um som que seja contínuo (sem decaimento) e com timbre bem grave, tipo o preset agradável 02 Super Basic PWBass que foi o qual escolhi.

Obs: O instrumento não precisa ser o Vacuum, mas é um instrumento prático para esta função. Se quiser dê uma “tweekada” no som manualmente.


Figura 1 – O Vaccum que vai virar bumbo.

Terceira etapa:
Agora pegue a ferramenta lápis, clique na pista de instrumento na Edit Window para a visualização mudar para notes e desenhe uma nota (a da tonalidade da música) de forma que fique do tamanho de toda a música.


Figura 2 – Uma nota musical para somar ao corpo do bumbo.

Agora vamos filtrar o som da pista do Vacuum com um gate que vai ser acionado via side-chain pelo som da pista do bumbo.

Quarta etapa:
Abaixo do Vacuum inserte o plug-in Expande/Gate (Dyn3 Expander/Gate mono) e na pista do bumbo faça uma mandada auxiliar para um Bus livre (aqui eu usei o Bus 3).

Obs: Na janela flutuante da mandada eu defini o roteamento pré-fader e também deixei o fader no máximo assim não precisa ficar ajustando o threshold no gate se mudarmos algo na mixagem do som original.


Figura 3 – A mandada para o Vacuum.

Quinta etapa:
Na janela do plug-in de gate insertado na pista do Vacuum é necessário ajustar alguns detalhes:
1.     Deixe o botão Range no mínimo (-80dB)
2.     Clique na caixa onde aparece o texto “no key input” ao lado do ícone de chave e selecione o mesmo bus definido para a mandada, lembrando que aqui neste caso foi o Bus 3. (não importa se a mandada estiver clipando, não vamos usar o som dela na mix!).
3.     Pressione o botão de chave no campo Side-Chain para ligar a funcionalidade.
4.     Dê play e ajuste o ponto do threshold e o decaimento se julgar necessário. Se você solar o bumbo e a pista de instrumento fica mais fácil este processo de ajuste.


Figura 4 – A pista do Vacuum abrindo e fechando junto com o bumbo.

Pronto! Agora os transientes do bumbo abrem o gate na pista do Vacuum no exato momento em que acontecem e se o Threshold e Release estiverem ajustados corretamente o gate fecha quando acaba o som do bumbo. Sendo assim, o resultado é um bumbo com alguns quilinhos a mais. Bacana. O Release e o Threshold são os ajustes mais importantes, reveja-os mais uma vez.

Dica 2 – Afinação do bumbo na tonalidade da música
Já falei sobre isso ali em cima, releia com atenção a primeira etapa da dica 1.
Ok, não expliquei como fazer, continue lendo:

Para afinar uma pista de bumbo basta ativar o recurso de áudio elástico na pista para podermos utilizar a ferramenta de pitch elástico. Clique na caixa para escolha do plug-in de áudio elástico (atente que não é em um slot de insert no channel strip, este slot fica na janela Edit logo ao lado do ícone Timebase de cada pista, no canto inferior esquerdo), depois disso, escolha o modo Polyphonic, caso contrário não será possível alterar a sua afinação. Clique então sobre o clip do bumbo com o botão direito (melhor consolidar tudo em um clip só selecionando todos e escolhendo Consolidate Clips do menu Edit) e escolha a opção Elastic Properties do menu flutuante. A janela Elastic Properties abre. Nesta, ajuste os campos Pitch Shift até que a tonalidade do bumbo case com a da música.


Figura 5 – Mudando a afinação do bumbo com o Elastic Pitch.

A tarefa de reconhecimento de tonalidade pode ser um pouco penosa, principalmente para quem não tem fluência musical e não está acostumado a tirar música de ouvido. Se você está tendo dificuldades com esse processo (para o bumbo ou para uma música inteira) você pode usar um programinha gratuito para te ajudar que se chama Rapid Evolution (www.mixshare.com) ou outro, de preço razoavelmente baixo, que é o Mixed in Key (www.mixedinkey.com), ambos são ótimos e largamente usados por DJs que pretendem mixar com base na Camelot Wheel.


Figura 6 – A Camelot Wheel (que para os músicos é o ciclo das quartas e quintas com as suas relativas menores)

Dica 3 – Compressão paralela.
Essa dica está longe de ser novidade, no mínimo é interessante para quem não conhece e uma oportunidade para relembrar aos que haviam esquecido. Essa metodologia de compressão é da década de 70 e tem até um verbete na Wikipédia. Foi tão utilizada por engenheiros de Nova Iorque que essa técnica acabou sendo conhecida como a compressão de Nova Iorque.  Hipoteticamente podemos usar essa técnica em várias situações, especialmente útil para dar o toque final na música inteira e mais importante ainda se ela for do gênero dance. Entretanto, hoje vou mostrar como usá-la para dar um grau no bumbo, é super simples e existem várias maneiras possíveis de se fazer isso, você é quem decide.

A ideia central é manter a pista do bumbo original sem compressão, mantendo-se a dinâmica tal como ela é e criar outra pista que irá ter o mesmo som do bumbo, só que comprimida. Assim ficamos com duas pistas distintas que se somam acrescentando a qualidade e benefício de ambos os mundos, o comprimido e o não comprimido. Para começar precisamos de duas pistas de bumbo com o mesmo material sonoro; isso pode ser feito de várias maneiras e algumas opções são:
A.     Fazer o endereçamento da pista para uma pista auxiliar via mandada (Cria-se uma pista auxiliar com a entrada definida em um Bus livre e roteia-se a mandada auxiliar da pista de bumbo para este mesmo bus)
B.     Duplicar a pista (Menu Track > Duplicate)
C.     Criar duas pistas auxiliares e definir um múltiplo roteamento de saída (Define-se a saída para o primeiro bus, depois se segura a tecla Control (Mac) ou Start (PC) e escolhe-se outro bus, conforme vimos na matéria do mês passado.

Neste exemplo, como tenho vozes sobrando, usei a boa e velha técnica de duplicar a pista, cliquei sobre seu nome e escolhi a opção Duplicate do menu flutuante. Agora, na segunda pista basta insertar um compressor e trabalhá-lo como quiser, normalmente com uma compressão tendendo para o lado pesado.


Figura 7 – O compressor (do plug-in Channel Strip) comprimindo a pista duplicada de bumbo.

Outra coisa: como temos duas pistas com mesmo material sonoro o volume final fica mais alto, então um bom ponto de partida para finalizar o ajuste é abaixar um pouco o fader da pista com o som de bumbo sem compressão, abaixar totalmente o fader da pista que tem o compressor e vir subindo-o lentamente até achar o ponto onde as duas pistas casam bem.


Figura 8 – A pista de bumbo com compressão paralela.

Nada como três dicas para adensar o repertório. Na verdade foram mais de três; algumas outras estão escondidas no corpo do texto e nas figuras. Basta agora usá-las todas e passá-las adiante para todo mundo fazer melhor suas músicas.

70000 pageviews

70000 Pageviews é um número significativo que merece comemoração!


Mais estatísticas do blog:

Página mais vista: essa aqui, com 15319 pageviews.
35% dos visitantes está usando o Crome.
65% dos visitantes usa Windows.
O segundo país que mais acessa o blog é os Estados Unidos. Adivinhe o primeiro?
Pessoas de 76 países já viram o blog.
Mais de 1000 pessoas de Portugal acessaram o Blog.
Até agora são 220 postagens.
Ao todo os visitantes postaram 890 comentários.
O blog começou em maio de 2007.

Como abrir a janela Playback Engine no Pro Tools, quando ele mesmo não abre.

Seu Pro Tools 10 não abre mais porque aquele driver esquisito ou aquela interface de áudio duvidosa que você instalou corrompeu tudo? 

Calma! tem um jeito legal de resolver isso!

Às vezes o Pro Tools não abre por conta de problemas com sua interface de áudio, muitas vezes relacionada ao driver, mas também pode não abrir porque o Buffer Size está ajustado em um valor não compatível e a mensagem de erro indica que a janela Playback Engine deve ser visitada para que se ajuste as suas configurações, mas como é possível acessar a janela Playback Engine nestas situações se ela fica esmaecida e a única opção é fechar o Pro Tools e o erro fica aparecendo toda vez que o Pro Tools abre? 

Fácil, faça assim:

1. Feche o Pro Tools.
2. Clique no ícone de Pro Tools para ele abrir.
3. Enquanto o Pro Tools vai carregando, exibindo aquela caixa com a barra de status, mantenha pressionada a tecla "N" do teclado do computador.
4. Quando o inicializador do Pro Tools chegar no estágio de carregamento da DAE (Digidesign Audio Engine) ele irá parar e abrirá a janela Playback Engine para você poder fazer ajustes!
5. Pronto! Ajuste o campo que está corrompendo a inicialização do Pro Tools trocando a interface de áudio ou seu driver na primeira caixa ou ajustando o Buffer Size para um valor válido na caixa H/W Buffer Size.
6. Pressione OK. Seu Pro Tools continua a inicialização e abre.

7. Seja feliz!


My new friend: Martin Backpacker


This is my new friend, a sympathetic Martin Backpacker. This little instrument I brought home from Boston, when I were there last year to attend a course at Avid. When I saw this little one at the local Guitar Center I was immediately struck and bought it right away. There were two, but this one made a connection with me through its rougher grains and deep black scale. 

Yes, it does not have much bass, but this is the way it exists. I sanded the tailpiece a bit to ease the strings hight and now it has a perfect action. I use the recommended low tension strings (Martin). 
This instruments, along with its mysterious beauty, has a very accurate tuning throughout the whole scale and harmonics are very present, which enriches the sound. In the beginning I struggled a bit on trying to hold it securely to free my left hand, but now I have learned two ways to hold it tight so it does not request a strap when seated. One way is to gentle sit the lower part of my right arm on its body while it stays by my side, pictured above. The other one is to sit it on my lap and have its rear body against mine. This is an incredible instrument and I love it very much.

Homemade Jam










2013, o ano dos tecladistas.


Realmente este ano o cenário está bom para os tecladistas e acho que está ressurgindo uma nova onda de instrumentos diferentes. São um misto de características retrôs, como monofonia e circuitos analógicos, mas ao mesmo tempo alguns trazem uma saturação apimentada, muito provavelmente influenciada pelo DubStep, que eu particularmente não sou muito fã, mas infinitamente aplicável em qualquer outro estilo. Obviamente nem todos.

Moog Sub Phatty
  
Logo no comecinho do ano (no finalzinho do ano passado já se falava nele) apareceu o Moog Sub Phatty, provavelmente o sintetizador mais acessível da Moog, mas que mesmo assim não sai por menos de 1000 verdinhas americanas. O Moog Sub Phatty é um sintetizador monofônico de 25 teclas com dois osciladores cada um com o clássico controle variável de forma de onda desde triangular até Sample and Hold, gerador de ruído (quase rosa) um suboscilador e o clássico filtro Ladder (LPF) da Moog, resumindo: Eu quero um! O lance interessante é que ele tem o circuito de produção de som 100% analógico, mas todos os controles emitem sinal MIDI e tem segunda função, meio parecido com seu irmão Little Phatty, e, portanto, pode ter presets salvos no próprio instrumento e também receber comandos MIDI de automação vindas do Live, por exemplo, graças a sua conectividade USB. O som me pareceu muito bom nos vídeos que assisti, mas fiquei preocupado com uma coisa: O Cyril Lance, o engenheiro chefe da Moog, disse que os osciladores e o filtro são diferentes de tudo que já foi criado até agora pela empresa, ou seja: não deve ter a mão do Bob, já que ele se foi em 2005 e o último projeto dele foi o Little Phatty, mas o Cyril me pareceu uma pessoa sensível e, como ele se formou em física, toca guitarra, trabalhou em projetos militares nos Estados Unidos e foi pessoalmente escolhido pelo Bob para ser seu substituto, quem sou eu para argumentar coisa alguma? Conclusão: Quero um assim mesmo!

Segura: O "Tchan" do Sub Phatty, além de ter um suboscilador que lhe dá o nome, é o recurso Multidrive, que dá aquela saturada clássica daquele "erro" de projeto, mas vai além e passa claramente ao caráter característico de nossa época e que não existe em nenhum outro sintetizador vintage, portanto é moderno, mas antes que seus botões passem do número 6 (aliás alguns vão ao 12) o Sub Phatty é perfeitamente capaz de produzir aquele som clássico Moog, passando dos leads aos percussivos.

Quando vi o Sub Phatty pela primeira vez na vida eu achei que ele era o sintetizador mais lindo que eu já tinha visto no mundo. Depois quando descobri que ele tinha um gerador de ruído fiquei ainda mais animado. Depois de ouvir e ver centenas de review (inclusive as melhores de todas são do Sr. Amos Gaynes da própria Moog que não sei ao certo se é humano, de Vulcan ou o irmão mais esperto do Sheldon Cooper) estou convencido que esse é o sintetizador mais importante, charmoso e expressivo de todos desde o minimoog. Só me resta comprovar pessoalmente quando chegar o meu, sabe-se lá quando...

Arturi Mini Brute
Este ano também apareceu o MiniBrute da Arturia, que ainda não comprei, pois caiu a ventoinha do radiador do meu carro, fora outros probleminhas, que me custaram praticamente o seu preço. O Mini Brute também é um sintetizador monofônico interessante, inclusive no quesito preço, daí ser a minha primeira opção dessa nova geração. Ele tem um oscilador apenas, mas tem um suboscilador. Há faders para abrir o som das diferentes ondas, incluindo ruído, um filtro Steiner Parker desenhado pelo próprio Nyle Parker e revisado por ele mesmo e seu diferencial é o arpejador e o amplo recurso de saturação, chamado Brute Factor. Pode-se dizer que é possível fazer qualquer som para música eletrônica, pop ou rock com ele, mas estão nos Leads agressivos o poder desse menino. Com conectividade USB esse sintetizador pode mandar sinal MIDI polifônico com sensibilidade à velocidade sendo um grande aliado na produção musical eletrônica com computador. Nada que o Sub Phatty não faça, sem querer ser tendencioso...

Korg MS-20 Mini

Daí veio o Korg MS-20 mini. Os japoneses lá na Korg devem ter dito: - 我々は再びMS-20を起動します?Fizeram isso, mantiveram todos os recursos clássicos do MS-20, incluindo o patchbay, só que dessa vez a conexão é via cabinhos amarelos com coenctores P2 e o teclado diminuiu de tamanho (86%), mas mantiveram as características dos osciladores e filtros do original. Até a voltagem de 5V do circuito foi mantida. É o mesmo sintetizador, só que menor. Qual a consequência que esse lançamento traz? Minha conta bancária vai ter que diminuir ainda mais, pois não posso deixar o SubPhatty e o MiniBrute sem amigos.

King Korg


A Korg também lançou um sintetizador moderno, o King Korg. Esse tem aquele circuitinho valvulado "paia" de baixa voltagem que garante uma saturação homeopática, mas o som que sai desse teclado é incrível! Super moderno, mas o probelma é que a maioria dos sons dele vindo dos presets já foram usados em centenas de hits, portanto se você quer fazer cover está perfeito, se você quer criar coisas novas, melhor pegar os monofônicos citados acima. Esse vou deixar passar.

Novation Bass Station II
A Novation também deu seus pulinhos e lançou na Musikmesse o BassStation II. Particularmente não fiquei muito excitado por já conhecer o Bass Station original, mas esse parece que ganhou esse revamp atual com o "gritiness" embutido, mais alguns recursos interessasntes, mas, para a falar a verdade, vou dar um bypass nele também. Quer saber? Eu não reclamaria se ganhasse um.

Prophet 12
Falar do Dave Smith é fácil. Mais fácil ainda é falar do Prophet, teclado que marcou o Rock e o Pop no mundo em pelo menos 3 décadas. Agora o próprio lúcido e espetacular Dave Smith criou o Prophet 12, com 12 notas de polifonia, 5 osciladores, filtros, arpejador e efeitos, sem mencionar toda uma vasta gama de possibilidaes de modulação. Som? Como dizem os americanos: Earth Shattering! Mais algum adjetivo é necessário? Quem não quer um Prophet? Eu quero! Qual banco está com a melhor taxa de juros mesmo?

Nord Lead 4

Opa, esse sim também está na minha lista, mas seu preço nada amistoso faz ele balançar para o lado negro da força. Agora o Nord Lead 4 tem efeitos e arpejador que se sincronizam ao BPM definido e três curiosas teclinhas de morph que permitem o usuário migrar para diferentes setups na distância de um apertar de botão, legal, mas não vi um glide para esta função e não sei se me interessa uma mudança repentina de som, pode soar como uma mudança errada de preset, sei lá. Credo, que comentário mais careta. Com certeza é um recurso interessante e daí que muda repentinamente? O som é bem legal (para um sintetizador digital). Nord né, mas ele aparece abaixo do Virus Ti na minha lista. Eu compraria a versão Rack.

Volca Series



A Roland que deveria ter lançado essa série, quem sabe logo mais ela aparece com uma nova TR-808 e suas colegas? Bem, essa série espetacular da Korg, empresa que está literalmente arrebentando no quesito teclados, workstations e sintetizadores traz a série Volca que tem um sintetizador específico para Baixo (Volca Bass) com um TB invisível em seu chassi, outro para bateria que tem um TR disfarçado no logo (Volca Beats) e um sintetizador polifônico inspirado no MiniKorg 700s de 1974 (década boa viu..) chamado Volca Keys. Todos são portáteis, analógicos, têm som incrível, lindos, cheios de recursos simples e avançados e o melhor de tudo: baratinhos! Bem baratinhos! Tipo 150 dólares cada. Quero todos os três, LOGO!

A lista
Aqui vai a lista com os 10 sintetizadores que julgo serem os mais interessantes desses últimos anos e note que a maioria foi lançada nesse ano:

1. Moog Sub Phatty
2. Arturia Mini Brute
3. Korg MS-20
4. Dave Smith Prophet 12
5. Access Virus Ti
6. Nord Lead 4
7. Dave Smith Mopho
8. Korg Volca (todos os 3)
9. Teeenage Engeneering OP-1
10. Yamaha Tenori-On.

Obviamente não podemos querer (e nem podemos) ter tudo, pois o mundo não funciona assim. Eu não posso reclamar se não tenho essa lista aí de cima, já tenho muitas coisas que me deixam feliz e me levam a lugares que só a arte pode levar, mas um Moogzinho cairia bem e não seria nenhuma loucura. E os instrumentos virtuais, você deve estar se perguntando? Eles são substitutos viáveis sim e custam muitas vezes menos, claro! Tivemos o lançamento do iMini da Arturia que é o minimoog para iPad que é bem legal, o Komplete 9 com trilhões de possibilidades sonoras e mais mil outros, mas acredito no que o Bob Moog diz: Tem gente que consegue se conectar com o que acontece dentro das placas e circuitos analógicos. Não uma conexão física, mas algo que gira entre a cabeça e o instrumento. E me permito ir mais além: A gente se conecta com tudo, violões, microfones, prés e principalmente às coisas que gostamos, mas um sintetizador analógico vivo é uma experiência única. Eu entendo eles.