Fui convidado para pilotar o Pro Tools esses dias na gravação do super baterista Renato Brito (de camisa cinza), da equipe que acompanha os icônicos Chitãozinho e Xororó. Nessa imagem todos na técnica do estúdio de meu amigo Nacle Nabak (estúdio Nabak) curtindo uma "ouvida" no material. Foi um dia de gravação regado à muito talento e equipamentos topo de linha.
Usamos conversores Apogee, pré-amplificadores Avalon, Focusrite e Universal Audio e microfones Neumann, Shure e AKG.
Superfície de controle e Control Room ficou por conta da AVID 003.
Resultado: som impecável.
BEM-VINDO AO MEU BLOG!
Aqui no meu blog você vai achar dicas de Computer Music, especialmente de Pro Tools, Reason, Live, áudio profissional e Homestudio. Alguns trabalhos artísticos que eu fiz também têm seu espaço. Há muita informação legal nos comentários. Use a caixa de pesquisa logo abaixo para achar um assunto que você está procurando.
Boa navegação!
Páginas
Gravação Orquestra Sinfônica da Unicamp
Nos últimos dias estive no teatro da Faculdade de Medicina da Unicamp gravando a Orquestra Sinfônica da Unicamp à convite do Dimas (Dimas Estúdio). Também fizemos sessões de pré-mixagem no estúdio.
Contamos com a participação internacional do Maestro Knut Andreas e do compositor Frank Petzold da Alemanha e também do trompetista Paulo Ronqui. Também tivemos a presença do conceituado músico contra-baixista André Cardoso fazendo a primeira leitura das partituras. Eu fiquei encarregado da segunda leitura, operação técnica do Pro Tools e montagem. Thiago Furlan também integrou a equipe alguns dias ajudando na montagem e logística e Dimas, sempre presente, atuou na coordenação técnica.
Para o setup principal usamos um Par AB (decca tree) com dois microfones DPA 4006.
Para o trompete solo usamos um Neumann TLM149.
Para spots usamos Neumann KM184 para violinos, Sennheiser MKH40-P48 para as violas e madeiras e para os contra-baixos usamos Neumann U87. Usamos também Shure SM-81nas madeiras.
A pré-amplificação ficou por conta do Precision 8 e Presonus M80.
Usamos como conversor a Aurora 16 a Lynx em 88.2kHz / 24Bits no Pro Tools HD2, dentro de um Mac Pro.
Fones Ultrasone.
Um trabalho muito legal de fazer e, para quem quiser ver o concerto gratuitamente, acontecerá no dia 26 de Outubro às 20:00 no Castro Mendes em Campinas.
Abs.
Contamos com a participação internacional do Maestro Knut Andreas e do compositor Frank Petzold da Alemanha e também do trompetista Paulo Ronqui. Também tivemos a presença do conceituado músico contra-baixista André Cardoso fazendo a primeira leitura das partituras. Eu fiquei encarregado da segunda leitura, operação técnica do Pro Tools e montagem. Thiago Furlan também integrou a equipe alguns dias ajudando na montagem e logística e Dimas, sempre presente, atuou na coordenação técnica.
![]() |
Da esquerda para a direita: Knut Andreas (maestro - Alemanha), Frank Petzold (compositor - Alemanha), Dimas (Dimas estúdio), Daniel Raizer, André Cardoso, Paulo Ronqui. |
Para o trompete solo usamos um Neumann TLM149.
Para spots usamos Neumann KM184 para violinos, Sennheiser MKH40-P48 para as violas e madeiras e para os contra-baixos usamos Neumann U87. Usamos também Shure SM-81nas madeiras.
A pré-amplificação ficou por conta do Precision 8 e Presonus M80.
Usamos como conversor a Aurora 16 a Lynx em 88.2kHz / 24Bits no Pro Tools HD2, dentro de um Mac Pro.
Fones Ultrasone.
Um trecho da obra de Wagner. Obviamente todas as fotos e vídeo foram feitas durante uma passada do ensaio, pois durante a gravação oficial todo celular deve fica totalmente desligado. |
Um trabalho muito legal de fazer e, para quem quiser ver o concerto gratuitamente, acontecerá no dia 26 de Outubro às 20:00 no Castro Mendes em Campinas.
Abs.
Onírica na Concha Acústica do Taquaral
A cada instante uma pérola.
No século passado.
Em 24 fev de 1991.
Um beija-flor, um fusca verde, palavrão, espontaneidade, nas curvas da
estrada...
PROMO!!! Livro Como Usar o Pro Tools versão digital com desconto
Oi pessoal, meu novo livro sobre Pro Tools está em promoção, compre agora o seu em minha e-shop. Clique na figura para ir até lá.
Um abraço!
Um abraço!
SESSÃO DE PRO TOOLS ABERTA - WONDER THEME
Olá pessoal, quem comprou meu livro novo sabe que nele tem uma indicação para fazer o download de uma sessão de Pro Tools de demonstração aqui no meu blog. Agora você também sabe e, portanto, aqui está ela. Divirta-se estudando, remixando, reeditando...Só não esqueça que a sessão tem direitos autorais reservados pelo creative commons. Para saber mais sobre isso clique aqui.
Clique no link abaixo para fazer o download da sessão.
WONDER THEME - PRO TOOLS SESSION FULL
Se você quer apenas ouvir a música, ela está lá no Soundcloud, clique na figura para ir até lá...
LIVRO NOVO! Como Usar o Pro Tools
Olá pessoal,
Saiu do forno o meu mais novo livro COMO USAR O PRO TOOLS! Agora em 3 formatos para melhor lhe atender: Digital, grampeado tipo apostila ou encadernação tradicional.
São mais de 100 páginas recheadas de explicações de como usar o Pro Tools para poder produzir da melhor forma possível focando no que realmente interessa: A música!
Você vai ler sobre como aplicar os principais recursos do software desde a abertura correta da sessão, passando pela importação de arquivos, edição de áudio e de MIDI, instrumentos virtuais, técnicas de mixagem, masterização e backup, mas também vai ler sobre áudio analógico, digital e coisas complicadas de uma forma simples de entender, além de muitas dicas...
Garanto que ao ler esse livro você será capaz de usar o Pro Tools em qualquer versão, seja o 6.4 ou o 12.
Aproveite o FRETE GRÁTIS para qualquer lugar do Brasil por tempo determinado.
escolha o tipo de acabamento abaixo para acessar a minha loja para comprar o seu exemplar
Impressão tradicional colada, com capa em papel couché. Autografado!
Impressão econômica com encadernação tipo apostila (com grampo).
Arquivo digital para ler no tablet, smartphone ou computador.
Saiu do forno o meu mais novo livro COMO USAR O PRO TOOLS! Agora em 3 formatos para melhor lhe atender: Digital, grampeado tipo apostila ou encadernação tradicional.
São mais de 100 páginas recheadas de explicações de como usar o Pro Tools para poder produzir da melhor forma possível focando no que realmente interessa: A música!
Você vai ler sobre como aplicar os principais recursos do software desde a abertura correta da sessão, passando pela importação de arquivos, edição de áudio e de MIDI, instrumentos virtuais, técnicas de mixagem, masterização e backup, mas também vai ler sobre áudio analógico, digital e coisas complicadas de uma forma simples de entender, além de muitas dicas...
Garanto que ao ler esse livro você será capaz de usar o Pro Tools em qualquer versão, seja o 6.4 ou o 12.
Aproveite o FRETE GRÁTIS para qualquer lugar do Brasil por tempo determinado.
escolha o tipo de acabamento abaixo para acessar a minha loja para comprar o seu exemplar
Impressão tradicional colada, com capa em papel couché. Autografado!
Impressão econômica com encadernação tipo apostila (com grampo).
Arquivo digital para ler no tablet, smartphone ou computador.
Curso intensivo de férias - Áudio, Pro Tools e VS
Olá, caro leitor.
As inscrições para meu curso de férias sobre Áudio, Pro Tools e VS estão abertas. Para garantir a inscrição clique aqui.
São apenas 20 vagas para o curso que acontece apenas duas vezes ao ano.
Serão 8 aulas com 2 horas de duração durante o mês de julho, todas as terças e quintas entre os dias 5 e 28 das 19:00hs às 21:00hs.
O curso acontecerá na sala A do SPAZI, que fica na rua Frei Antonio de Pádua, 455, no Jardim Guanabara em Campinas, SP e será fechado para quem efetuar a reserva com antecedência via a drproshop. Não aceitaremos pessoas no ato do curso.
Nesse curso abordarei os seguintes tópicos:
Capítulo 1 - APRESENTAÇÃO
Apresentação do curso
Apresentação do autor
O que é Pro Tools?
Por que Pro Tools?
Diferenças entre sistemas operacionais
Setup ideal mínimo
Sugestão de equipamentos adicionais
Sugestão de computador
Interfaces de áudio compatíveis com o Pro Tools
Conectividade entre interface e computador
Compatibilidade de Pro Tools com sistema operacional
Autorização em iLok
Capítulo 2 - CONFIGURAÇÃO
Otimizando o computador
Pro Tools Aggregate I/O
Menu Setup/Playback Engine
H/W Buffer Size
Sample Rate
I/O Setup
Guia Input
Guia Output
Guia Bus
Guia Insert
Audition Paths
Capítulo 3 - ESTRUTURA DO PRO TOOLS
Janelas
Edit Window (janela de edição)
MIDI Editor e MIDI Editor Panel
Mix Window
Transport
Capítulo 4 - PISTAS
Tipos de Pistas
Nome das pistas
Deletando pistas
Selecionando pistas
Pista de click
Capítulo 5 - CLIPES
Clipes
Visualizando
Identificando
Nome Default
Modificando o nome
Deletando clipes da Timeline
Capítulo 6 - FERRAMENTAS DE EDIÇÃO
Ferramentas de edição
Zoom
Trim
Selector
Grabber
Scrubber
Pencil
Smart Tool
Capítulo 7 - TEMPO
Ajustando o andamento da sessão
Alterando a fórmula de compasso
Capítulo 8 - IMPORTAÇÃO
Importando arquivos de áudio
Importando músicas de CD
Capítulo 9 - MONITORAÇÃO
Tipos de monitoração
Via ar
Via software
Auto Input Monitoring
Input Only Monitoring
Monitoração via auxiliar
Capítulo 10 - GRAVAÇÃO DE ÁUDIO
Técnicas de captação
Definindo a entrada de sinal
Ajustando o sinal
Gravando
Modos de gravação
Normal
Quick Punch
Capítulo 11 - EDIÇÃO DE ÁUDIO
Edições básicas via ferramentas
Aparando
Movendo
Cortando
Edições básicas via menu Edit
Aparando a partir de um ponto
Apagando e colocando na área de transferência
Copiando para a área de transferência
Colando da área de transferência
Apagando
Duplicando
Repetindo
Separando um clipe em duas partes em um determinado ponto
Juntando
Colorindo
Mutando
Criando e apagando Fades
Edições básicas via menu Clip
Captura de clipes
Loopando
Undo History
Capítulo 12 - PROCESSAMENTO DE ÁUDIO
Insertando plug-ins
Plug-ins AudioSuite
Botão Target
Presets
Capítulo 13 - GRAVAÇÃO DE MIDI
Integração MIDI
Gravando e ouvindo MIDI tradicionalmente
Gravando e ouvindo MIDI com um instrumento virtual
Xpand! 2
Capítulo 14 - EDIÇÃO DE MIDI
Edição MIDI via Piano Roll
MIDI Editor Pane e Window
Apagando notas
Movendo notas
Mudando a duração
Inserindo novas notas
Quantização
Event Operations
Real Time Properties
Capítulo 15 - ROTEMANETO INTERNO DE SINAL
Subgrupos
Mandadas auxiliares internas para efeitos
Mandada para fones de ouvido
Capítulo 16 - AUTOMAÇÃO
Automações
Automação de parâmetros de plug-ins
Capítulo 17 - MIXAGEM
Mixagem
Colorindo canais
Capítulo 18 - EXPORTAÇÃO
Exportando áudio finalizado
Bounce
Capítulo 19 - BACKUP
Backup automático
Backup Manual
As inscrições para meu curso de férias sobre Áudio, Pro Tools e VS estão abertas. Para garantir a inscrição clique aqui.
São apenas 20 vagas para o curso que acontece apenas duas vezes ao ano.
Serão 8 aulas com 2 horas de duração durante o mês de julho, todas as terças e quintas entre os dias 5 e 28 das 19:00hs às 21:00hs.
O curso acontecerá na sala A do SPAZI, que fica na rua Frei Antonio de Pádua, 455, no Jardim Guanabara em Campinas, SP e será fechado para quem efetuar a reserva com antecedência via a drproshop. Não aceitaremos pessoas no ato do curso.
Nesse curso abordarei os seguintes tópicos:
Capítulo 1 - APRESENTAÇÃO
Apresentação do curso
Apresentação do autor
O que é Pro Tools?
Por que Pro Tools?
Diferenças entre sistemas operacionais
Setup ideal mínimo
Sugestão de equipamentos adicionais
Sugestão de computador
Interfaces de áudio compatíveis com o Pro Tools
Conectividade entre interface e computador
Compatibilidade de Pro Tools com sistema operacional
Autorização em iLok
Capítulo 2 - CONFIGURAÇÃO
Otimizando o computador
Pro Tools Aggregate I/O
Menu Setup/Playback Engine
H/W Buffer Size
Sample Rate
I/O Setup
Guia Input
Guia Output
Guia Bus
Guia Insert
Audition Paths
Capítulo 3 - ESTRUTURA DO PRO TOOLS
Janelas
Edit Window (janela de edição)
MIDI Editor e MIDI Editor Panel
Mix Window
Transport
Capítulo 4 - PISTAS
Tipos de Pistas
Nome das pistas
Deletando pistas
Selecionando pistas
Pista de click
Capítulo 5 - CLIPES
Clipes
Visualizando
Identificando
Nome Default
Modificando o nome
Deletando clipes da Timeline
Capítulo 6 - FERRAMENTAS DE EDIÇÃO
Ferramentas de edição
Zoom
Trim
Selector
Grabber
Scrubber
Pencil
Smart Tool
Capítulo 7 - TEMPO
Ajustando o andamento da sessão
Alterando a fórmula de compasso
Capítulo 8 - IMPORTAÇÃO
Importando arquivos de áudio
Importando músicas de CD
Capítulo 9 - MONITORAÇÃO
Tipos de monitoração
Via ar
Via software
Auto Input Monitoring
Input Only Monitoring
Monitoração via auxiliar
Capítulo 10 - GRAVAÇÃO DE ÁUDIO
Técnicas de captação
Definindo a entrada de sinal
Ajustando o sinal
Gravando
Modos de gravação
Normal
Quick Punch
Capítulo 11 - EDIÇÃO DE ÁUDIO
Edições básicas via ferramentas
Aparando
Movendo
Cortando
Edições básicas via menu Edit
Aparando a partir de um ponto
Apagando e colocando na área de transferência
Copiando para a área de transferência
Colando da área de transferência
Apagando
Duplicando
Repetindo
Separando um clipe em duas partes em um determinado ponto
Juntando
Colorindo
Mutando
Criando e apagando Fades
Edições básicas via menu Clip
Captura de clipes
Loopando
Undo History
Capítulo 12 - PROCESSAMENTO DE ÁUDIO
Insertando plug-ins
Plug-ins AudioSuite
Botão Target
Presets
Capítulo 13 - GRAVAÇÃO DE MIDI
Integração MIDI
Gravando e ouvindo MIDI tradicionalmente
Gravando e ouvindo MIDI com um instrumento virtual
Xpand! 2
Capítulo 14 - EDIÇÃO DE MIDI
Edição MIDI via Piano Roll
MIDI Editor Pane e Window
Apagando notas
Movendo notas
Mudando a duração
Inserindo novas notas
Quantização
Event Operations
Real Time Properties
Capítulo 15 - ROTEMANETO INTERNO DE SINAL
Subgrupos
Mandadas auxiliares internas para efeitos
Mandada para fones de ouvido
Capítulo 16 - AUTOMAÇÃO
Automações
Automação de parâmetros de plug-ins
Capítulo 17 - MIXAGEM
Mixagem
Colorindo canais
Capítulo 18 - EXPORTAÇÃO
Exportando áudio finalizado
Bounce
Capítulo 19 - BACKUP
Backup automático
Backup Manual
Curso de Pro Tools aula 7 - Controle
Obviamente tudo aquilo que tende ao exagero acaba
causando algum revés.
Isso aparece de forma explícita nos consumidores de
drogas, que acabam perdendo seus pertences, sua família e a si mesmos, em
alguns praticantes de esportes radicais que deixam suas almas em algum
penhasco pitoresco e também nos aficcionados em tecnologia que recebem o
diagnóstico de lesão por esforços repetitivos por terem abusado do segundo rato
mais famoso depois do Mickey. Sim, fique atento, garanto à você que pilotar o
mouse com a mão esquerda (ou direita, caso você seja canhoto) enquanto a outra
está imobilizada beira o ridículo e é digno de nota pelo Danilo Gentili. Por
isso, caro colega, aproveite que você está bom ainda e jogue fora seu mouse
agora mesmo. Vai lá que eu espero aqui...
Agora que você está mais seguro invista em sua próxima
superfície de controle, a trackball.
A trackball tem vários benefícios em relação ao mouse,
a mais importante delas é que ela mantem a sua mão parada e na posição correta
de forma a não abusar dos movimentos repetitivos que podem trazer problemas, mas
não resolve todos; você tem que se ajustar a ela também e mudar seu jeito de
ser; logo abaixo você vai aprender como. Elas funcionam muito bem tanto com
canhotos como com destros, cabem em qualquer lugar, ficam no lugar certo, são
imóveis e você vai perceber que o Pro Tools é super amigo das trackballs no
momento que você clicar em um menu, como na aba de presets de plug-ins, e ver
que ele não fecha, portanto você não precisa ficar apertando o botão. Vai
perceber também que basta segurar a tecla Alt e pressionar o botão para que
essa tecla modificadora fique ativa, sem a necessidade de mantê-la apertada,
entre outros detalhes que passam desapercebidos com o uso do mouse.
Existem muitas fotos de gente à frente de uma console/superfície
de controle top e no cantinho aparece quem? Uma trackball. Estas geralmente são
de uma marca bem específica, aquela com a bolinha vermelha, mas você pode usar
qualquer uma que você ache interessante no mercado, desde modelos esotéricos
até outras com recursos parcos.
FIG 1 - Uma
trackball tradicional. Você ainda vai se render à uma.
De qualquer forma vai haver um período para você se
acostumar, acertar a memória mecânica da mão, ajustar a velocidade da bola, o
clique com o dedão ou dedinho, mas depois disso, você irá esqueçer o mouse,
pois não vai ter mais volta, nunca mais você vai querer voltar ao mouse e isso
é bom para seu próprio bem. Uma coisa, todavia, devo esclarecer: Fazer scroll
com a trackball é um tanto quanto frustrante, principalmente se você vem do
mouse bonito-ordinário da apple, mas a maioria delas são configuráveis
permitindo atalhos via duplo clique ou ambos os botões pressionados. Modelos
mais complexos existem e algumas vêm com um anel de scroll embutido, portanto
avalie isso também na hora de comprar a sua.
Fora a trackball em si, a sua postura também tem que
ser adequada. Relaxe os ombros, mantenha os cotovelos próximos das costelas e
forme um ângulo de 90 graus com o ante-braço. Isso também serve para o teclado
e em vez de eu ficar dizendo como se faz, veja como é que se faz abaixo:
FIG 2 -
Sente-se assim ou assuma sua falta de responsabilidade depois.
E não se esqueça de fazer alongamentos e de visitar
regularmente seu oculista, cardiologista, dentista e de diminuir seus encontros
com garçons.
Muito bem, recado dado. Atenha-se agora ao fato de que
o simples controle do cursor na tela não é o final de toda a questão sobre
controle. O controle do Pro Tools de forma adequada também nos remete à
melhores resultados, menores índices de fadiga e consequentemente de lesões durante
o trabalho.
Controlar os faders do Pro Tools com o mouse (agora
pela trackball) sempre deixou à desejar e pra lá de inexpressivo, pois não dá
para mover vários faders ao mesmo tempo, comprometendo assim o workflow
orgânico que as mixagens devem ter. Avaliar o uso de uma superfície de controle
dedicada específica para o Pro Tools é algo interessante a se fazer nesse ponto,
e, se você tem um iPad, você está com sorte, pois a Avid tem um app que é
exatamente isso, uma superfície de controle para o Pro Tools. Agora o melhor:
grátis!
Isso mesmo, grátis! Vá agora mesmo à App Store e faça
download do Avid Pro Tools Control, eu espero aqui novamente...
Pronto? Para rodar esse app em conjunto com o Pro
Tools você vai precisar também de uma rede wi-fi, onde ambos o seu computador e
iPad estejam conectados, mas não é só isso. Respire fundo. Sente direito. Auto-controle...
A Avid tem um intrincado sistema de segurança e de bloqueio
ao download de seus produtos, portanto todos os processos de donwload, ativação
e de registro são um tanto quanto, como eu diria mesmo? Exagerados. Sendo assim,
somos obrigados a abstrair isso, então ao instalar o app em seu iPad você vai
perceber que será necessário registrá-lo para poder fazer o download de outro
programa, o EuControl, que é o software que irá fazer seu computador se
comunicar com seu iPad. Então você não tem escolha, vai ter que perder alguns
minutos para criar uma conta na Avid, caso ainda não tenha, registrar seu app gratuito
e fazer o download do EuControl que fica escondido dentro da sua conta. Depois
do download você vai ter que instalar esse programinha em seu computador e, por
fim, configurar o Pro Tools. O bom é que essa última parte é simples, acompanhe:
Abra o Pro Tools, clique em Preferences, clique em
Setup, Peripherals e na aba Ethernet Controller clique a caixa enable EUCON. Só
isso!
Feche o Pro Tools agora. Porque? Porque para usar o
iPad como superfície de controle do Pro Tools é importante seguir uma ordem
específica de abertura de programas senão costuma dar pau, em bom linguajar
Campineiro. Primerio abra o EuControl, depois abra o Pro Tools e finalmente
abra o app no iPad. Se tudo der certo, ao abrir uma sessão no Pro Tools você
vai ver todas as pistas aparecerem no iPad como mágica, daí é só partir para o
controle.
Esse app é bem bacana de verdade e tenho usado-o
extensivamente. Ele tem uma resposta tão rápida que é possível monitorar no iPad
os medidores de cada pista em tempo real e gravar automações com perfeição e,
obviamente, manipular muitos faders simultaneamente usando a tecnologia
revolucionária multi-touch. Show!
FIG 3 - PT
Control Mixer view. Uma forma legal de controlar os faders do Pro Tools sem
gastar nada (imaginando que você já gastou uma fortuna para comprar um iPad).
No iPad, na parte de cima da tela, você pode alternar
a visão geral tocando em MIXER ou TRACKS. Mixer exibe os faders e Tracks as
pistas. Na tela Mixer os faders podem ser facilmente arrastados com o dedo para
ter sua intensidade controlada; arrastando a tela na horizantal podemos acessar
outros faders que estavam escondidos no hiperespaço digital. Nessa tela também
podemos ajustar o panorama, selecionar pistas, ativar e desativar funções
individuais como mute, solo, rec e monitoração. Na tela Tracks vemos as pistas
individuais na forma de caixas e é mais fácil ainda designar Solos e Mutes, por
exemplo. Basta selecionar opções de comandos na parte de baixo e tocar nos
canais que receberão esse comando, muito útil e muito rápido.
FIG 3 - PT
Control Track view. Uma forma legal de controlar comandos para pistas do Pro
Tools.
Tanto na tela Mixer como na Tracks podemos ter os
controles de transporte ou teclas de acesso rápido aparecendo na parte de
baixo, reveja as figuras 2 e 3 para comparar. As teclas de acesso rápido são
muito bem-vindas e brilham nesse app na minha opinião. Podemos colocar à nossa disposição
qualquer comando que quisermos alí para acessarmos com uma dedada (no bom
sentido!). Na minha tela personalizada, exibida na figura abaixo, você pode
perceber que eu escolhi alguns comandos específicos diferentes dos origianis de
fábrica, como Clear Clip e Save, que uso regularmente, portanto quero-os sempre
alí. A boa notícia é que essas caixas de comandos podem ser qualquer coisa que
você queira, como funções prontas ou atalhos com teclas modificadoras, muito
legal!
FIG 4 - PT
Control com teclas de atalhos personalizadas.
Para personalizar essa área como eu fiz você tem que
abrir o programa EuControl no computador e escolher a opção EuControl Settings.
Uma janela se abre. Nesta escolha a aba Soft Keys.
FIG 5 - Janela
de controle do EuControl.
Clique sobre a caixa que deseja configurar com seu
comando preferido, nesse caso Clear Clip, clique no botão Command e escolha um
comando da interminável lista. Se quiser mude o ícone, a cor e a fonte clicando
em Icon, Font e Color. Tem mil opções. Fique à vontade, é seu! Grátis!
Uma coisa interessante, que você vai perceber logo, é
que ao mudar de aplicativo com o iPad ligado e o app rodando será possível
controlar outros aplicativos que estão em foco no seu computador, como o Finder
do MAC OS X, por exemplo. Para este no app no iPad irão aparecer atalhos para Print,
Copy, dentre outras opções e cada software terá comandos específicos seus. Isso
indica que esse app também irá funcionar com outros programs e outras DAWs e que
poderá ser personalizado com uma configuração específica para cada um. Além
disso é possível ter várias páginas de botões de controle, para por todas as
funções que você quiser bem alí, na distância do seu dedo. Sorte nossa.
FIG 6 - O Pro
Tools Control curiosamente configurado automaticamente para controlar o Finder.
Esse é o conceito do EuControl, que é ainda mais
sofisticado quando aliado às superfícies de controle táteis da mesma marca,
como a série Artist. E como nada é tão bom quanto mixar em um fader de verdade,
principalmente nos capacitivos e motorizados, siga lendo...
O bom e velho Pro Tools ainda mantém seu lado velho sendo
compatível com o Protocolo de comunicação com superfícies de controle de outros
fabricantes, o famoso HUI, que prevaleceu no século passado, portanto há uma
vasta gama de superfícies de controle interessantes ainda por aí que podem se
integrar ao seu setup, de antigas à novas, das da Behringer até as da SSL,
passando pela simpática Fader Port da PreSonus e uma grande variedade de
produtos à disposição no mercado mundial.
Se você tem um teclado M-Audio com botões ou faders,
também poderá controlar o Pro Tools. A configuração é bem simples através da
escolha da opção M-Audio Keyboard na janela Peripherals e escolhendo as portas
de entrada e de saída MIDI. Só isso.
Agora, se você tiver algum teclado ou superfície de
controle da Novation também dá para controlar os faders e botões principais do
Pro Tools, mas, infelizmente, com o advento do protocolo AAX de 64 Bits o Automap
atual não pode mais controlar nenhum plug-in e ainda não há previsão de vir a acontecer,
deixando meu querido teclado SLMK 2, sem aquele controle abundante tão clássico
da marca de outrora.
Tudo bem, só de comprar uma trackball de R$80,00 e
aliando-a ao meu velho iPad 3 já dá para se sentir o rei do controle de Pro
Tools. Vá agora fazer o mesmo, mas lembre-se: delimite seu auto-controle: Menos
computador e trackball, mais futebol, alongamento, bicicleta, natação, caminhadas,
piscina e jardinagem, mas sem exageros, senão...
um abraço e até a próxima!
Pequena aula de acústica de salas
A sala!
Caríssimo leitor, atente que um setup profissional de nada serve se a sala onde está tem acústica pobre,
portanto transformar a sua sala em um espaço adequado para gravação e
reprodução musical deve ser um dos veios mais importantes dentre os muitos que
compõe o seu discernimento. Hoje, com essa pequena aula vou te dar um norte nessa direção e se precisar de ajuda, basta pedir. Um abraço!
A)
Introdução
O tema "acústica de salas" envolve muitos fundamentos
que permeiam a física, biologia, arquitetura, entre tantos outros, sendo a
maioria destes de alta complexidade e cheio de contas, entretanto é possível
ter uma visão abrangente de como os sons se comportam dentro de ambientes
fechados sem nos aprofundarmos na matemática para que possamos condicionar esses
espaços onde gravamos e escutamos música almejando melhores resultados.
Para isso iremos utilizar duas planilhas de Excel para resolver a
grande maioria dos problemas de acústica de salas automaticamente, mas primeiro
precisamos entender os preceitos básicos para sabermos utilizá-las.
B) Fundamentos
Os quatro principais fundamentos da acústica são:
Reflexão:
Isso dá-se quando a onda sonora não é absorvida pela superfície
onde incide e volta ao ambiente no mesmo ângulo de incidência. Podemos
visualizar isso de uma maneira fácil utilizando um laser pointer, desses de
palestra, apontando-o nas superfícies reflexivas e vendo sua reflexão; o som
comporta-se de maneira similar. Materiais muito lisos, como vidro são muito
reflexivos.
Absorção:
É quando a onda sonora é absorvida pelo material onde incide,
assim como a luz é absorvida por uma parede pintada de preto fosco. Para isso o
material tem que ser poroso, como espuma, veludo ou lã de pet (melhor
substituta das lãs minerais), por exemplo.
Difusão:
É o fenômeno que faz com que as ondas sonoras se espalhem em
diversas direções dentro do ambiente, sem uma direção determinada. Isso cria um
campo difuso do mesmo jeito que uma luz indireta embutida ilumina um ambiente
suavemente. Não existe material difusor, mas sim uma combinação de técnicas
construtivas que tornam uma superfície difusora, como um painel de quadrados de
madeira cada um com tamanhos, alturas, profundidades e orientações.
Transmissão:
É quando o som atravessa uma superfície e aparece do outro lado
atenuado, assim como a luz passa por um papel translúcido. Quanto maior for a
rigidez, densidade e a espessura do material, menor é a transmissão.
C) Reverberação:
A reverberação é o mais importante conceito que devemos lidar na
acústica de salas.
A reverberação é constituída por muitas reflexões com intervalo
muito pequenos entre si (millisegundos) que se espalham em todas as direções formando
um campo difuso. A medida em segundos desse campo difuso desde sua formação até
quando se extingue é denominada de RT60.
Não existe uma norma que determine o quanto de reverberação
devemos ter em nossas salas de gravação e de escuta de música, mas é notório
que em auditórios onde apresenta-se música os tempos de reverberação são bem
maiores do que nas salas de gravação de voz, por exemplo.
Quando há muita reverberação na sala, dizemos que a sala é viva.
Quando há pouca, dizemos que é morta.
A reverberação também varia conforme a frequência do som, por
exemplo: Uma sala pode ter bastante reflexão de graves e pouca de agudos,
tornando a sala "abafada". Um outro exemplo de sala com bastante
reflexão de agudos e pouco de graves nos dá a sensação de estarmos em uma sala
"magra". São os materias presentes na sala que regulam a
"cor" da reverberação. Uma sala toda revestida de azulejos, como o
banheiro, tem reverberação bem aguda.
Normalmente as salas de pequeno porte tentem a ser melhores quando
mais mortas que vivas.
D) Cálculo
do comprimento de onda
O cálculo do comprimento de onda é importante para podermos
ajustar o tamanho das salas de forma a não produzirem ondas estacionárias.
O cáculo é simples e feito da seguinte forma:
Pegue a velocidade do som e divida pela frequência, exemplo:
344m/s dividido por 50Hz = 6,88m
Isso significa que 50Hz tem 6,88m de comprimento. Se sua sala é menor que isso
não vai existir 50Hz inteiro dentro dela, apenas suas frações.
E) Ondas
estacionárias:
Com a fórmula acima podemos entender o que são ondas
estacionárias.
Se uma sala tem 3,44m em uma dimensão e um som de 50Hz é produzido
em uma das extremidades irá caber exatamente meia onda dentro da sala quando é
então refletida de volta. A onda na ida e na volta são praticamente a mesma e
por terem direções opostam acabam se anulando e as diferenças de pressão ficam
paradas dentro da sala, sendo o ponto máximo nas extremidades e ao meio a
pressão mínima, ou seja silêncio.
F) Modos e Cálculo
Modal
Modos
As salas onde produzimos música normalmente tem 6 paredes formando
3 eixos, portando produzem 3 ondas estacionárias relacionadas às 3 dimensões da
sala: largura, profundidade e altura, estes são os MODOS AXIAIS.
Quando a onda incide na diagonal à parede paralelamente a outra
formando um plano chamamos de MODOS TANGENCIAIS. Por exemplo: o som bate na
parede da esquerda, bate no fundo da sala, na parede da direita, na frente da
sala e volta ao mesmo ponto de onde saiu na parede da esquerda.
Quando um som completa um plano, mas passa por todas as paredes da
sala chamamos de MODOS OBLíQUOS.
Cálculo Modal
Quando andamos por uma sala com acústica problemática devido às
suas dimensões percebemos que determinados instrumentos tem um som mais alto ou
mais baixo em determinados lugares da sala. Isso deve-se às frequências
estacionárias dentro da sala e quanto menor for a sala, maiores são os
problemas com ondas estacionárias.
Para tentar minimizar este problema fazemos o cálculo modal da
sala para buscarmos as melhores dimensões para que estas não realcem nem
atenuem frequências.
Um gráfico ideal de densidade modal deve ter uma curva ascendente,
sem vales e picos pronunciados. Isso é relativo à quantidade de modos por
frequência, que devem aumentar gradativamente evitando-se muitos modos em
determinada frequência.
Critérios de Bonello
Quem rege um gráfico ideal de densidade modal são os critérios de
Bonello que indicam:
a) O número de modos por banda deve aumentar gradativamente ou, em
último caso, manter-se constante.
b) Se houverem dois modos coindcidentes em uma banda devem haver
mais três modos coincidentes na mesma banda.
c) Três modos coincidentes em uma banda é inaceitável.
OBS: Quando não há paredes paralelas usamos a média entre elas.
G)
Isolamento
O Isolamento do som é bastante simples de compreender, mas
bastante difícil de executar. Isolar um espaço é o mesmo que impedir o som de
dentro de sair ou o som de fora de entrar.
A primeira premissa básica enfrenta os vazamentos estruturais e
consiste na construção de paredes (chão e tetos inclusos) que vedem a passagem
mecânica do som. Uma boa técnica é conhecida como o princípio massa x mola x
massa, onde faz-se uma parede densa (massa), uma camada de material elástico
entre elas, como o ar ou lã de pet (mola) e uma outra parede densa. Muitos
projetos apostam nesse princípio, também conhecido como Box in a Box, onde
constroi-se uma caixa dentro da outra, ambas isoladas uma da outra através de
suportes de EVA (no chão), paredes afastadas umas das outras e estruturas
tensionadas por molas para ambos os tetos.
A segunda premissa básica é vedar a passagem aérea que acontece
por qualquer fresta. Desse modo evitamos também que o som escape de dentro de
uma sala para fora e vice-versa. Para isso toda fresta deve ser vedada,
inclusive os vãos da porta e fechaduras fazendo um contorno em toda a porta com
um perfil tipo "escadinha". Janelas fixas vedadas com vidros duplos e
até triplos são bons isolantes acústicos.
Dica: Uma técnica interessante é
uma pessoa utilizando um secador de cabelo apontado para as possíveis frestas
do lado de dentro da sala e outra pessoa do lado de fora verificando se escapa
algum ar. Pontos onde o ar passa devem ser "lacrados".
H) Planilhas
do Excel
Vamos utilizar duas planilha do conceituado Engenheiro Brasileiro
Sóllon do Vale. Ambas são gratuita e podem ser encontradas no site
musitec.com.br na área de downloads (clique aqui para fazer download) e com elas podemos calcular as melhores
dimensões para a sala que estamos estudando e escolher os melhores
revestimentos para podermos controlar a reverberação resultando em uma sala com
boa qualidade acústica.
a) Primero abra a planilha Modos e preencha as dimensões da sala a
ser estudada.
Nesse estudo iremos colocar os números 3 x 4 x 2,6, que representam
a largura (x), Profundidade (y) e Altura ou pé direito (z) normal da maioria
dos cômods das casas brasileiras.
Logo ao lado a planilha calcula automaticamente o gráfico de
densidade modal. Perceba que nesse exemplo que criamos a sala apresenta um vale
na região de 50Hz e também em 100Hz produzindo um gráfico muito ruim.
No gráfico modos por banda podemos perceber que não há um número
crescente de modos por banda, indo ao contrário do estipulado por um dos
critérios de Bonello, portanto ajustes na dimensão da sala devem ser feitos.
Normalmente não é possível aumentar uma sala, pois elas já estão
construídas, mas podemos diminuí-las facilmente colocando divisórias de dry wall
e tetos de gesso acartonado, por exemplo. Isso ainda nos favorece a
implementação do princípio massa x mola x massa ao enchermos os espaços entre
as paredes originais e as novas com lã de pet, por exemplo, para melhoraro
isolamento da sala.
Vamos então mudar o tamanho da sala para 2,8 x 3,8 x 2,4,
diminuindo 20cm as paredes e rebaixando o teto.
O gráfico da densidade modal melhora bastante, apresentando apenas
um pequeno vale na região de 63Hz e um pequeno pico em 80Hz.
E o gráfico de modos por banda também melhora e conseguimos
atender o principal critério de Bonello.
Agora que a sala já está do tamanho adequado precisamos calcular a
reverberação da sala por frequências para saber quais materias de acabamento
são indicados para esta. Abra então a planilha Reverb.
Primeiro faça uma avaliação da sala e preencha as medidas na
tabela de acordo com os acabamentos da sala, por exemplo: vamos supor que as
peredes são todas lisas e pintadas, incluindo o teto e temos chão sem
acabamento, aparecendo o contra-piso.
Uma lista de materiais estão na parte de baixo da planilha
indicando seu número.
Coloque o tamanho da sala na parte superior da planilha
Calcule a área de teto primeiro:
2,8m x 3,8 = 10,64m.
Preencha a primeira coluna (Material No.) com o valor 35, que é referente ao
meterial parede lisa pintada e coloque 10,64 na próxima coluna (Área).
Calcule agora as paredes individuais:
Esquerda = 3,8m x 2,4m (pé direito) = 9,12m
Direita = 3,8m x 2,4m = 9,12m
Frente = 2,8m x 2,4m = 6,72m total, mas nesta parede imaginamos
que temos uma janela de 1,5m por 1m, então subtraimos a área da janela
resultando no valor 5,22.
Fundo = 2,8m x 2,4m = 6,72m total, mas nesta parede imaginamos que
temos uma porta de 0,8m por 2,1m, então subtraimos a área da porta resultando
no valor 5,04
Agora calcule o piso:
2,8m x 3,8m = 10,64m e para este escolha o item 31 imaginando que
o piso está sem acabamento aparecendo o contra-piso.
Agora precisamos calcular as área das aberturas.
Imaginaremos que termos uma janela fixa com vidro grosso duplo de
1,5m por 1 em uma das paredes e uma porta de 0,8m x 2,1 em outra, para isso
iremos calcular essas áreas, escolher o material adequado inseri-los na
planilha e retirar suas áreas da parede em que estão, nesse caso a parede da
frente e do fundo, respectivamente.
Janela:
1,5m x 1m = 1,5m
Para este item escolhemos o item vidro grosso (33)
Porta:
0,8m x 2,1m = 1,68m
Para este item escolheremos o item Piso de madeira (32), pois
neste exemplo a porta é solida e feita de madeira.
Na parte de baixo escolha a quantidade de pessoas no ambiente,
pois pessoas também são absorvedoras e difusoras e influenciam na conta:
escolheremos aqui 1.
Pronto, agora vamos dar uma olhada nos tempos de reverberação da
sala de acordo com cada frequência:
Olhando o gráfico resultante vemos que há mais reverberação nas
frequências mais altas do que baixas e que a frequência de 500Hz tem reverberação
alta, maior que 1s.
O gráfico ideal da densidade da reverberação tende a ser uma curva
descendente imaginando que da metade para a esquerda esteja por volta de 50%
acima do meio e da metade para a direita 50% abaixo, ou seja a nossa curva atual
está ao contrário.
Para esta sala pequena que tem foco na produção musical almejaremos
a reverberação de graves por volta de 0,5s, de médios por volta de 0,3s e de
agudos por volta de 0,2s. Esses valores são realtivos ao tamanho da sala e sua
finalidade. Por exemplo: Um auditório de 1000m quadrados com RT60 em 500Hz de 1
segundo é uma sala com pouquíssima reverberação, dizemos: - morta. Ao
contrário, uma salinha de 20m quadrados com o mesmo RT60 já pode ser
considerada bem viva.
Normalmente estúdios de gravação tem um RT60 em 500Hz próximo ao
1/2 segundo.
Vamos então começar a substituir os materias das paredes.
Primeiro substitua o piso de concreto por carpete grosso sobre
feltro, item número 28. Perceba que imediatamente o gráfico já toma uma forma
amistosa.
Agora precisamos achar um material que absorva bem as frequência
altas, pois precisamos abaixá-las um pouco para gerar a curva descendente na
parte da direita.
Olhando na tabela de materiais percebemos que lã de vidro (lã de
pet atualmente) com 50mm de espessura tem alta absorção na região de 1000Hz a
4000Hz, com índice próximo a 1.
Vamos então revestir toda a parede da frente (onde tem a janela) com
esse material, substituindo a parede com 5,22m com material 35 por material 2.
Percebemos que melhora bastante.
Dica: A forma de aplicação desse
material na parede é feita através de caibros pregados à parede e a lã de pet
entre eles. Depois um tecido bem poroso grampeado recobre toda a área para dar
acabamento.
Vamos agora colocar espuma em relevo de 50mm de espessura que
também tem boa propriedade acústica sintonizada para agudos no teto,
substituindo o material 35 por pelo 5.
Pronto, nossa sala está com boa resposta de reverberação.
Dica: Podemos colocar apenas
metade da espuma no teto e a outra metade distribuir pelas laterais da sala,
criando um visual mais atrativo.
Isso também é interessante de acordo com uma das técnicas de
projeto de estúdio que privilegia uma área mais absorvente próxima aos
monitores e uma área mais difusora oposta.
Para finalizar o projeto coloque alguns difusores tipo QRD que você mesmo pode construir com tocos de madeiras colados em uma base de compensado para pendurar nas paredes, veja esse exemplo e o mapinha de construção.
Taí, umas técnicas simples para deixar a sua sala falando bonito.
Para finalizar o projeto coloque alguns difusores tipo QRD que você mesmo pode construir com tocos de madeiras colados em uma base de compensado para pendurar nas paredes, veja esse exemplo e o mapinha de construção.
Comece cortando uma chapa de compensado de 40 mm de espessura de 60 cm x 60 cm, depois cole os tocos conforme os tamanhos e o mapa.
0 - não coloque nada
1 - toco de 5 x 5 x 4,76 cm (38 peças)
2 - toco de 5 x 5 x 9,25 cm (38 peças)
3 - toco de 5 x 5 x 14,28 cm (40 peças)
4 - toco de 5 x 5 x 19,05 cm (15 peças)
Taí, umas técnicas simples para deixar a sua sala falando bonito.
Assinar:
Postagens (Atom)