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Aqui no meu blog você vai achar dicas de Computer Music, especialmente de Pro Tools, Reason, Live, áudio profissional e Homestudio. Alguns trabalhos artísticos que eu fiz também têm seu espaço. Há muita informação legal nos comentários. Use a caixa de pesquisa logo abaixo para achar um assunto que você está procurando.

Boa navegação!

Desmitificando o Patchbay

Um dia seu home studio vai deixar de ser um computador com uma interface de áudio para virar um aglomerado de coisas que geram inúmeras saídas e entradas e que vão acabar virando uma dor de cabeça para conectar e desconectar quando necessário. Nessa hora, já com cara de estúdio profissional, o emaranhado de fios e a dor nas costas podem ser solucionadas com a compra e instalação de um Patchbay, mas a ligação dos equipamentos neste continua sendo um mistério e tenha certeza que há um monte de Patchbays por aí ligados da maneira errada. Portanto chega de mitos, vamos desmitificar o Patchbay para que ele deixe de ser um mistério e se torne um aliado simples de entender e factível. Vamos ver agora como ele funciona.

O primeiro passo é entender que o Patchbay é um roteador de sinal. O sinal chega nele e vai para outro lugar. O sinal chega em A e vai para B.
O segundo passo é entender que o Patchbay permite que você defina onde o sinal vai, através de pequenos cabos que interligam uma saída A a uma entrada B.

Para que isso aconteça é necessário ligar as saídas e as entradas dos seus equipamentos no Patchbay. Também podemos ligar os inserts, as mandadas auxiliares e os retornos de efeitos.

A única regra é que as saídas dos seus equipamentos devem ser ligadas na parte de cima do Patchbay (Parte A) e as entradas na parte de baixo (Parte B). Todas essas ligações são feitas no painel traseiro dele para que o painel frontal esteja livre para você usar os cabos de patch para fazer o endereçamento de sinal aos diferentes locais.

Estando tudo ligado ao painel traseiro do Patchbay (saídas em cima e entradas embaixo) você utiliza um cabo de patch no painel frontal para ligar uma saída em uma entrada, mas há um pequeno detalhe muito importante. Preste atenção agora:

O Patchbay moderno tem geralmente dois ou três modos de funcionamento, são eles: Normalizado, meio-normalizado e não normalizado. Esses modos também podem ser chamados de Normal, meio-normal e não-normal ou em inglês: normalized, half normalized e non normalized e, em alguns casos, normal, half-normal e through. Em alguns caso também é possível ver o nome through como thru.

Os modos de funcionamento são definidos geralmente por par, ou seja, no patch 1 estão envolvidos os pares A e B, ou seja o conector de cima (as saídas das suas coisas) em relação ao conector B, o de baixo e onde estão as entradas.

Vamos ver um exemplo para entender melhor.

EXEMPLO 1
Imagine que você tem um pré-amplificador valvulado muito especial. Esse pré-amplificador tem uma saída, certo? Muito bem, onde é que são ligadas as saídas no Patchbay? Isso mesmo, no conector de cima no painel traseiro, portanto ligue a saída do pré-amplificador no conector A do patch 1.

Imagine agora que você tem uma interface de áudio de altíssima qualidade e esta tem uma entrada para que seja possível gravar o sinal do seu pré-amplificador valvulado no computador. Onde ficam as entradas no Patchbay? Certo, nos conectores de baixo do painel traseiro. Ótimo. Ligue então a entrada 1 de sua interface de áudio no conector 1 B do Patchbay.

Agora que entra a brincadeira e a qualidade única dos Patchbays, o modo de operação.

Se o Patchbay tem o seu primeiro patch definido para operar no modo Normal (ou outro termo similar) significa que o conector de cima do painel traseiro está internamente ligado ao conector de baixo, isso significa que você não precisa ligar um cabo de patch do conector 1 A da frente do Patchbay no conector 1 B do painel da frente do Patchbay para que o som do pré-amplificador siga à entrada 1 da sua interface de áudio. Essa conexão já está pronta para você justamente para que você economize um cabo.

Vamos continuar exemplificando.

EXEMPLO 2
Imagine que você gravou uma voz no canal 1 da sua interface de áudio, mas você quer agora que o sinal do pré-amplificador chegue na entrada 2 de sua interface de áudio. Primeiro basta ligar a entrada 2 da interface de áudio no patch 2 B (o segundo conector de baixo do painel traseiro do Patchbay)

Agora, no painel frontal do Patchbay, se você ligar um cabo do conector 1 A (o primeiro de cima) no conector 2 B (o segundo de baixo) o sinal de saída do pré-amplificador vai ser encaminhado para a entrada 2 da interface de áudio.

Mais um detalhe. No modo normalizado, ao fazer isso, a ligação direta entre os pares fica interrompida, ou seja, neste exemplo que você acabou de ler, significa que o sinal do pré-amplificador não vai mais para a entrada 1 automaticamente, justamente porque você plugou um cabo e não quer que o sinal vá para dois lugares ao mesmo tempo.

Será?

EXEMPLO 3
Se você quer que o sinal vá para dois lugares ao mesmo tempo você está com sorte, pois o modo meio-normalizado faz exatamente isso. Se definirmos o primeiro patch para atuar em modo meio-normalizado, ao inserir um cabo de patch na saída do pré-amplificador para direcionar o sinal à entrada 2 da interface de áudio o sinal continua indo para a entrada 1, assim dá para gravar dois sinais distintos ao mesmo tempo. Isso é ótimo para fazer compressão paralela. basta inserir um compressor virtual em cada pista na sua DAW (um para o canal de entrada 1 e outro para o canal de entrada 2) e comprimi-los em taxas diferentes.

Vamos complicar mais um pouquinho agora.

EXEMPLO 4
Imagine que além do seu excelente pré-amplificador você tenha também um compressor de boutique de última geração, mas de design de décadas atrás e você quer usar ele no fluxo de sinal.

Simples. Você primeiro tem que ligar a saída do compressor em um conector superior do painel traseiro como o 3 A por exemplo e a entrada do compressor você liga no conector 3 B. Mas espere. Se ligarmos a saída do compressor no 3 A e a entrada dele no 3 B e esse patch estiver em modo normalizado é o mesmo que mandar a saída direto para a entrada? Isso mesmo, absurdo. Por isso que temos que mudar esse patch para o modo não normalizado ou Thru. Nesse terceiro modo o conector superior das saídas não segue automaticamente para o conector de entrada, assim é necessário ligar um cabo físico para que o som vá para algum lugar.

Como que a gente faz para ligar o pré-amplificador no compressor e o compressor no canal 1 da interface de áudio então? Simples: Defina o patch 1 para operar em modo normalizado e o patch 3 para o modo não-normalizado (ou through). Ligue um cabo de patch da saída 1 A na entrada 3 B. Nesse cabo está o sinal que sai do pré-amplificador e vai para o compressor. Agora ligue um cabo do conector 3 A no conector 1 B. Esse é o sinal da saída do compressor que chega na entrada 1 da interface de áudio.
Pronto, já gravou? Você quer agora só o sinal do pré-amplificador indo direto para o canal da interface de áudio? Basta tirar os cabos e ficar como no exemplo 1.


Viu que fácil? Desse jeito fica simples definir quais são as saídas e entradas do Patchbay e em qual modo elas devem operar.

Espera um pouco! Neumann, Avalon, Universal Audio, Avid e Behringer? Tem alguma coisa estranha nesse setup? Provavelmente não.

61 comentários:

  1. Bom.... " Neumann, Avalon, Universal Audio, Avid e Behringer? Tem alguma coisa estranha nesse setup..." , então..... estava pensando nisso também. A pergunta que não quer calar... Para esse tipo de uso, faz diferença, ser um Behringer ou alguma outra marca de maior prestígio?
    No mais, bastante esclarecedor seu artigo. Abração.

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    1. Oi Sérgio. Caviar e champagne não combina com miojo, mas um bom misto quente da padaria da esquina também não combina com um scotch single malt de 500 paus. Coitada da Behringer, ela tem alguns produtos interessantes, mas teve outros inaceitáveis, por isso que a sua reputação não é a das melhores. Quando eles compraram a Klark e a Midas todo mundo falou de cara que essas marcas iriam afundar...
      De fato a marca às vezes ajuda a definir quais equipamentos são melhores que outros, mas não tome isso como uma realidade, pois há muito equipamento caro que não presta ou feito nas coxas. O melhor mesmo seria eu ter ao menos colocado um patchbay da Neutrik no exemplo acima, dada à tradição que eles tem em qualidade, mas o patch TRS deles é diferente e achei que iria confundir a cabeça do pessoal. O da Behringer é bem mais amistoso do ponto de vista didático e tem vários recursos, mas não sei se de fato conseguimos distinguir se soa pior do que um switchcraft, por exemplo. Acho que a diferença de áudio de um para o outro deve ser muito pequena e que somente um equipamento pode medir, agora se você tentar me convencer de usar uma mesinha Behringer eu vou tentar te convencer que eu tenho uma sugestão melhor. Abs.

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  2. boa noite Daniel !!? parabéns pelo post ,,,faz tempo que tento entender melhor esse tal patchbay !!? pergunta : !! serial possível usar um pré tipo ae Eureka e gravar simultaneamente 3 tons ao mesmo tempo passando por ele ? de que forma poderia fazer isso ? um abraço e parabéns mais uma vez !

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    1. Olá, deixa eu ver se entendi: Você quer rotear o som de três microfones que estão captando tons diferentes para o mesmo pré?
      Se for isso é possível, mas você vai ter que mixar os três microfones e daí você não vai conseguir mixá-los separadamente. Pelo Patchbay até dá para fazer isso, mas é uma manobra de cabo, mas muito provavelmetne a somatória das impedâncias dos microfones crie um som ruim na entrada do pré que não vai conseguir dar ganho para todos eles, especilamente se forem a condensador. Melhor seria passar os três microfones em uma mesinha e ligar a mesinha no Eureca. Abs.

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  3. Oi Daniel,

    Muito bom o artigo sobre o Pat!!! bem esclarecedor mas quando ele se torna indispensável em um studio? E aproveito pra te pedir uma ajuda, se nao se importar claro:
    RME Fireface 800
    RME Fireface UFX
    Apogee Ensemble
    Apogee Symphony

    Qual dessas vc aconselha para um melhor custo beneficio?

    Obrigado e Abçs!

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    1. Oi Renato. Obrigado. O Patchbay é importante quando você notar que está mudando os cabos muito de lugar, tipo quando você tem que ficar plugando coisas nas estradas ou saídas com certa frequência. Sobre a sua pergunta eu aconselho como melhor custoxbenefício a RME Firefaxe UFX por ter DSP e te dar a oportunidade de ter reverb, eq e compressão sem uso do computador. Além disso ela tem conversão AD e DA excepcional. A RME Fireface 800 e Ensemble já estão no mercado e já são ultrapassadas. A Symphony é excelente, mas sairá mais caro e para ter o mesmo número de prés e não sei se vale a pena em termos de conversão. Eu fiquei uma semana fazendo feira no estande da RME e conversei direto com o engenheiro que desenvolve a série UFX. Ele me mostrou que todos os specs são melhores do que os da Apogee. Abs.

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  4. Obrigado Daniel, e faço nova pergunta:
    A RME é compatível com o PT HD ? Num futuro precisarei comprar outra interface para trabalhar com o HD? Ou a conversão do RME é de tal forma boa que nao seria vantagem migrar para um sistema HD ou mesmo comprar uma placa HD para rodar com a RME? Ela pode ser usada em modo standalone na Digi ou já posso dizer adeus a 003? O que sugere? Obrigado

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    1. Vc sabe me dizer tbem se ela é melhor que a Apollo?

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    2. A Apollo é uma interface excelente e ainda tem o DSP integrado que pode processar os excelentes plug-ins UAD-2, contudo ainda acho eles um pouco caros demais, mas os que vem junto já justifica o pacote. A RME em termos técnicos tem algumas vantagens, mas por uma ínfima quantidade, portanto não podemos nos prender à essa magnitude de números. A Apollo também vai trazer a funcionalidade Unisson que emula pré-amplificadores no sinal de entrada com chaveamento de impedância real conforme diferentes microfones são plugados, assim como nos equipamentos reais. Jé testei e é incrível. Não tem como se sair mal com uma Apollo nem com uma RME. Abs.

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  5. Daniel muito obrigado por ser tao gentil e atencioso ! Acabei mudando de idéia na ultima hora rsrsr, e vou ficar com a Apollo quad core, já fiz a encomenda e desde já agradeço vc por tudo amigo,(tenho certeza que depois de tudo o que vc me explicou vou ficar satisfeito e contei com bons amigos para me ajudarem na escolha tbem... Deus lhe abençoe e em breve volto a te falar sobre ela e novos ups aqui do studio i!!! ABç!!!

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    1. Oi Renato, foi um prazer conversar com você e obrigado pela confiança. Parabéns pela escolha, a Apollo é realmente uma excelente escolha. Abs.

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  6. Daniel tubo bem? posso usar a Apollo com pro tools HD 11 como única interface? E difícil configurar ou é simplesmente ir no I/O e mudar ? Obrigado.

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    1. Oi Renato, pode sim. Basta definir ela no playback engine e ajustar o Setuo > IO. Abs.

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  7. Olá, Daniel. Sou meio novato em home studio, por isso vou te fazer uma pergunta de iniciante no assunto: A patch bay é usada na sala técnica, ou na conexão da sala técnica com a de gravacao (com isolamento acústico)?
    Se é a segunda opcao, como e onde ela é colocada ?

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    1. Olá Francisco, o Patchbay é colocado na técnica, pois nele ficam ligados todos os equipamentos e as entradas e saídas do multicabo que fica na sala de gravação, esse último mais conhecido como banheira. Em estúdios maiores há um painel com conectores logo abaixo do visor de vidro duplo (ou triplo) na parede entre a sala de gravação e a técnica, mas não é um patchbay, é simplesmente uma "banheira" embutida na parede. Dessa "banheira" saem os cabos que vão para o patchbay na técnica e de lá voltam à banheira, como as mandadas de fone de ouvio, por exemplo. Tudo isso é organizado pelos cabos de patch no Patchbay ou normalizado direto (sem necessidade de cabo). Um abraço.

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  8. Ola daniel,tenho uma apollo duo e alguns prés,sao eles:2 ssl alpha channel, 1 rme quadmic, 1 ada focusrite octopré dynamic,como ligar tudo isso em um so patchbay? Gostaria de ligar minha medusa no patchbay, tenho pego projetos externos onde alguns tenho que passar em meus prés,preciso mais que um patchbay? Quero sair da placa entrar no patch nos prés nos gefuedghjocd iohwrfhoirfwf eouhf........ja to pirando huahuahua!!!!!

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    1. Olá, hilário! hahahaha. Então, depende de como está montado o seu setup. Aqui nesse post eu deixo bem claro como as ligações devem ser e no seu caso eu indico o modo normalizado. Todavia o sinal deve seguir os seguintes caminhos: Microfone>Medusa> Patch>Pré>Interface para gravação. Interface>Patch>Pré (Eq no caso)>Interface para se fazer mixagem. Abs.

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  10. Olá Daniel, Parabéns pelo post. Gostava de saber qual a sua opinião em relação a esses duas mesas: Digi Design Control 24 e presonus 32 Ai e qual é que me aconselhavas a comprar? Abraços.

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    1. Olá, obrigado. São mesas diferentes. A PreSonus é uma mesa de som digital com cara de analógica. Ela tem equalização, gate, compressão e efeitos como rever e delay. O ponto forte dela é que ela tem interface de áudio, então todos os canais podem ser transferidos ao computador para gravação e vice-versa. Ela também pode ser controlada remotamente pelo computador e pelo ipad, o músicos podem fazer mixagem de fone usando seu próprio celular (iphone). Um ponto fraco é que ela não tem faders motorizados e não consegue controlar software DAW, como o Pro Tools. essa mesa é boa tanto para estúdio como PA. A Control 24 está fora de linha, sua substituta é a C|24. A C|24 não vai mais ser compatível com as novas versões de Pro Tools, a partir do 11 se não me engano, e portanto ela perderá muito preço e ficará totalmente obsoleta em breve. Sua substituta, a C|24 não é uma mesa de som, apesar de ter pré-amplificadores e um mixer de 8 canais e mais uma extensa sessão de monitoração. O foco dela é como superfície de controle para o Pro Tools e somente isso. Seus prés não são de alta qualidade, mas honestos, assim como os da 003, por exemplo, mas nada que lhe traga sorrisos. Agora, para controlar o Pro Tools nessa faixa de preço não há nada melhor e nem similar. Abs.

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    2. Muito obrigado pela resposta. Na verdade estou indeciso e preciso da ajuda de um profissional na escolha de uma boa mesa de som digital com pelo menos 24 canais e seja útil em gravação de homestudio. Se me tivesse que indicar uma mesa que não fosse essas duas, qual seria ? Obrigado mais uma vez.

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    3. Olá, Uma mesa interessante é a 01v96i que tem 32 canais (incluindo os ADAT e que precisa de um pré externo, tipo um digimax) e é uma interface de áudio via USB de 16 canais. Ela também pode ser usada como superfície de controle e Yamaha é sjnônimo de qualidade.
      Uma simplinha, porém interessante é a Zed-R16 da Allen & Heath, com estilo analógico, mas seus faders controlam o software e ela também tem interface de áudio nela, mas sem efeitos. Parece ser bem legal.
      Outra opção é a Midas Venice F, que é uma excelente mesa em termos de som e também tem interface de áudio Firewire, mas não tem efeitos e nem controla software DAW.
      Tem também a X-32 da Behringer que tem muitos recursos, mas que já vi travar...
      Outras boas opções são as Soundcraft linha Si e Performer. São cheias de qualidade, mas um pouco mais chatinhas de usar e tb um pouco mais caras.
      A Allen & Heath também tem uma mesa nova chamada QU-16, bem interessante, mas nunca testei.
      A Midas também tem agora a M-32, linda e cheia de recursos, mas é a mais cara e não sei ao certo se ainda é midas ou se virou Behringer. O sistema operacional pelo menos é idêntico ao da X-32...
      A PreSonus é uma ótima escolha no quesito custo x benefício.
      A Yamaha é apostar no certo.

      Abs.

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    4. Ah, e tem também a Tascam DM3200. Já trabalhei com ela. Os prés são muito bons e ela funciona muito bem, os efeitos são ok e ela controla em os softares, mas tem que comprar a placa opcional IFFW para ela virar uma interface de áudio. Boa mesa.

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  11. Muito obrigado mais uma vez. Pelo que me explicou, decidi comprar a Yamaha 02R96VCM. Farei mais umas economias heheh, e assim que puder vou comprar. Gostei do design dela e boa fama que ela tem... Mas me expicaste que terei de usar uma pre amp ? Não faz mal...obrigado mais uma vez.

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    1. Olá. A O2RVCM é uma excelente mesa, mas ela não é interface de áudio como as outras que mencionei. Para você usar ela em uma gravação no computador você tem que ter uma interface de áudio. Se você pretende usar as portas ADAT, você também vai precisar de um pré-amplificador externo que converta o sinal analógico de microfone para ADAT, como o Digimax FS, por exemplo. Abs.

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  12. Gostei muito da Yamaha DM2000. Muito interessante mesmo!

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  13. Será que a Yamaha 02R96VCM trabalha normalmente com o Cubase? Nas especificações fala apenas em protools e Nuendo hehehe.

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    1. Olá, essa mesa funciona como controladora dos aplicativosum protocolo aberto que serve para muitas DAW, mas portanto o protocolo de comunicação é apenas de dados (controle) e não de áudio. Se você entender a mesa como uma peça central de pré-amplificação e roteamento ela vai funcionar com qualquer software, mas será necessário uma interface de áudio para rotear o sinal da mesa para o computador, o controle não. Abs.

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  14. Mas a DM 2000 é uma interface e portanto não terei de usar um pré externo? Será que é isso mesmo que percebi? Desculpe a minha ignorância e tantas perguntas...perdão mesmo...

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    1. Olá, ter dúvida é natural, não se importe com isso. Só assim aprendemos e evoluímos. Bom, a DM2000 é uma mesa de som com 96 canais de entrada que podem ser mixados e ela tem ainda 24 pré-amplificadores de microfone embutidos nela, portanto não há necessidade de um pré-amplificador externo se você for gravar até 24 microfones simultaneamente. Se você precisar mais microfones que isso, pré-amplificadores externos serão necessários. Depois que o som entra na mesa de som ele tem que ir ao computador para você gravar ou até um gravador externo, para isso há dois modos de conexão, via audio ou via cabo lógico. Via áudio significa que você vai mandar os canais individuais da mesa para uma interface de áudio que está ligada ao computador, como um sistema Pro Tools HD, por exemplo. Então o som é tratado na mesa e segue por cabos de áudio (digital ou analógico) para as entradas de áudio da interface. Outra opção é a via lógica, mas para esta funcionar a mesa de som tem que ter uma interface de áudio embutida nela com saída lógica do tipo USB, Firewire ou Ethernet (AVB, por exemplo), mas esse não é o caso da DM2000. Se você adquirir essa mesa você vai ter que comprar também uma interface de áudio para ligar no computador ara receber o som da mesa, como uma Universal Audio Apollo 16 ou um sistema Pro Tools HDX, por exemplo ou um gravador externo multipista, tipo o Tascam X-48, que não precisa de computador. Abs.

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  15. Muito obrigado pelos esclarecimentos. É de pessoas como o Sr. que o mundo precisa, pessoas que não escondem o conhecimento e estão sempre abertas para partilhar... Obrigado mais uma vez. Agora entendo porquê que a DM 2000 tem muito boa fama. Abs

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  16. Olá Daniel. Adquiri um patchbay similar ao da ilustração. Tenho um compressor dbx 160A e um 266, uma interface UR 44 da Steinberg, um par de HS 8, um amplificador de PA para ensaios que alimentam dois pares de caixas acusticas e uma workstation que é um controlador midi também. Como faço para conectar tudo de forma funcional? A interface tem 4 saídas mais a stereo out e 4 entradas de linha e 2 de instrumento sendo que 4 são combo (duas de cada são XLR). Ou seja, como faço para ter todas as opções disponiveis de acordo com meu set up? Muito obrigado pela atenção e parabéns pelo trabalho!

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    1. Bom dia Paulo, Obrigado. Vou tentar não estender demais, mas na realidade é complexo e tudo depende de como você trabalha. Primeiro você deve ligar todas as saídas de seus equipamentos na parte de cima do patchbay e todas as entradas na parte de baixo. Agora o truque é definir o que fica conectado por default, por exemplo: se você ligar as duas saídas Main Out da UR44 nas portas 1 e 2 de cima do patch e também as duas entradas da HS 8 nas portas 1 e 2 do patch você deve colocar essas duas portas em Normalizado, assim não precisa colocar cabo de conexão na frente. Infelizmente a UR 44 não tem insert, portanto não dá para você colocar o DBX 160A depois do pré-amplificador dela, o que seria a situação ideal, ou você troca por uma interface com insert ou compra um pré-amplificador externo para poder realmente utilizar a flexibilidade do patch, mas você tem saídas adicionais na UR44, então você pode fazer um roteamento digital de uma dessas saídas para o DBX160A e voltar em uma outra entrada dela, fazendo tipo um insert disfarçado. Nesse caso ligue a saída 3 de linha da UR44 no patch 3 de cima e a entrada do DBX160 no patch 3 de baixo e coloque também em normalizado, assim tudo que sair pela porta 3 da UR44 vai pro DBX 160. Faça a volta dele no patch 4 de cima e a entrada 4 de linha da UR44 no patch 4 de baixo, também normalizado. Faça isso com o outro DBX também, só que em dois canais do patch. Agora o problema: Como você só tem 6 saídas da UR44 não vai ser possível utilizar os compressores atuando como insert e ter um fluxo de sinal para seus amplificadores e caixas para ensaio, pois você vai ter que colocar um cabo de patch nas saídas 3 e 4 do patch nas entradas do amplificador, que provavelmente estão no patch 7 e 8 da parte de baixo. Essa é a limitação do seu Setup, a UR44. Se você tivesse insert daria para fazer. Bom, a Workstation liga direto no patch, mas em modo não normalizado, senão você cria um loop de feedback. Não esqueça de por etiqueta no patch, porque é fácil se confundir. Uma solução estilo "gambiarra" para solucionar essa questão da monitoração na sala de ensaio e também usar os compressores ao mesmo tempo é tirar o sinal da saída do fone de ouvido para alimentar o amplificador, mas como a impedância é diferente você vai precisar comprar um atenuador de linha, desses utilizados em avião, daí você faz um cabo estéreo saindo do fone indo para o atenuador, depois um cabo Y entrando em dois canais do patch na parte de cima e as entradas do amplificador das caixas do estúdio nas mesmo canais do patch na parte de baixo, ambos em normalizado. Funciona. É isso, Você precisa analisar o seu setup e ver como quer trabalhar, daí dá para ter uma ideia melhor. Abração.

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  17. Bah, muito obrigado pela atenção! Respondeu todas as minhas duvidas e ainda deu algumas ideias adicionais. Sempre usei as 4 saidas de linha da UR44 para mandar sinal para periféricos e uso as 4 entradas de linha para o retorno. O patchbay a pricipio seria apenas para evitar ficar conectando e desconectando cabos. Esqueci de mencionar um mixer MG166 da Yamaha que usava como prés externos e conectava os compressores nos inserts e tirava sinal para o amplificador já com os efeitos para ensaio, mas infelizmente ele está parado para manutenção pois oxidou parte dos circuitos. Novamente, muito obrigado pela atenção e desculpe o incomodo, é meu primeiro patchbay e estou meio indeciso de como otimizá-lo dentro do meu home studio. Grande abraço.

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    1. Olá Paulo, obrigado. Qualquer dúvida é só perguntar e se eu puder ajudar...Abs.

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    2. Bah, uma ultima duvida Daniel. Devo interligar o compressor , o pré da Presonus Bluetube e os demais dispositivos com cabos balanceados mesmo que curtos ou todas as interligações são mono e cabos de qualidade, tipo os de guitarra fazem o mesmo trabalho? Desculpe incomodar e muito obrigado pelas dicas. Se puder fazer uma breve explicação sobre os cabos, dispositivos citados e o patchbay eu agradeço, pois vou fazer um upgrade de cabos nos proximos meses e quero comprar exatamente oq eu preciso.
      Valeu mesmo...

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    3. Oi Paulo, o ideal é sempre manter o mesmo padrão, tudo balancedo ou tudo desbalanceado. Se o cabo é pequeno não tem problema ele ser desbalanceado. Opte sempre por cabos do tipo OFHC (cobre livre de oxigênio) e de preferência com blindagem de folha em vez de malha para equipamentos estáticos de rack. Cabos e guitarra convencionais são mais sujeitos à ruídos. O conector tb é importante, use Amphenol ou Neutrik se possível. Boas marcas de cabos são Canare, Mogami e Reference. Abs.

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  20. ola Daniel, muito boa a explicacao sobre o patch,
    tenho uma duvida.\
    tenho uma medusa na sala de gravacao que esta toda conectada no patch bay
    se eu ligo um microfone phanton (por exemplo no canal 1) da medusa, e no patch endereco para um pre amp ou canal de uma mesa, quando acionar o phanton do pre ou da mesa, vai alimentar o microfone? obrigado desde ja!!

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    1. Olá João, Sim, o phantom passa pelo patch. Se o conector da medusa onde está o microfone for a saída do Pré, ligue o Phantom no Pré para mandar ao mic. Se o conector do microfone está ligado na mesa, ligue o Phantom na mesa para mandar ao microfone, mas cuidado para não mandar o out da mesa para o pré e ligar o phantom da mesa, pois pode queimar a entrada do pré, nem vice-versa. Abs.

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  21. Daniel desculpa acho que nao expliquei direito,
    exemplo:
    canal 1 da medusa ta ligado no jack 1 A do patch atras (onde vou ligar o mi)
    o jack 1 B atras ta ligado ao pre ou mesa
    dai pego um cabo e ligo do 1 A no 1 B certo!!
    eu ligando o phanton do pre ou da mesa vai alimentar o mic?
    desculpa a perturbacao to na parte de setup do studio e essa duvida veio,pois quero todo o studio conectado ao patch!!

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    1. Oi João, sim, o Phantom passa pelo Patch. Abs!

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  22. olá Daniel, tenho um patch tascam e um avalon, sempre uso o avalon para captar voz mais gostaria de usar ele também em mixagem como faço pra ter um volta dele?

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    1. Oi Max, Você deve ligar as entradas e saídas do Avalon no Patch, conforme explicado acima, daí você roteia para onde você quiser o sinal. Ligue as saídas do Avalon na parte de cima e as entradas na parte de baixo, tipo 1A e 1B. Deixe em não normalizado esse par. Ligue um cabo de patch da entrada de sua interface na saída do Avalon e um cabo de patch da entrada do avalon na saída da interface, use a impedância de linha. Faça a mandada pelo software. Abs.

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  23. Fala Daniel, tenho vários equipos que gostaria de ligá-los no PTHD (Symphony i/o) e também entre eles mesmo, como os da parte de master, VT747, TFpto, TC F96, entre outros, através de patchbay. o problema é qual escolher e inda tem o agravante de pagar demais aqui BR por eles. o que você me recomendaria? parabéns pelo post e obrigado, Tom.

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    1. Olá Tom, Obrigado!concordo com você...Patchbay normalmente é um equipamento barato e que raramente afeta o som que passa por ele, mas, mesmo assim, eu não investiria em marcas que não são muito conceituadas. Os melhores Patchs são os de conectividade bantam, com solda ponto a ponto, mas são bem caros e o trabalho de soldá-los é mais caro que o próprio patch. Uma alternativa é buscar um patchbay que tenha conectores DB-25 em vez de pontos de solda, assim você pode comprar uma medusa pronta (ou personalizada) e usá-la para conectar seus equipamentos. No dia que for mudar de lugar basta desconectar o DB-25 e pronto! Fica fácil. Se você quiser montar um esquema mais simples, as opções são Behringer e Samson, ambos aceitáveis, para ser gentil. Abração!

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  24. ola, gostaria de saber como faço pra sair da mesa e voltar novamente tenho uma pré sonus estudio live que ja tem placa embutida!! estou em duvida..

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    1. Olá, se for a 1602 ela não tem insert por canal, então tem que utilizar uma mandada auxiliar. Use o auxiliar 1 e 2 ou 3 e 4 para mandar sinal individual por canal para um equipamento e ligue as saídas do equipamento em um canal estéreo, como o 15 e 16. Se for a a Studiolive 1642 ou superior elas tem insert, daí basta utilizar um cabo de insert que é um cabo Y com um plugue TRS e 2 plugues TS, um é entrada e o outro é saída. Abs!

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  25. Olá Daniel. Muito bom e esclarecedor essa matéria ! Você poderia explicar tbem como fica o roteamento de sinal no patchbay se quiser usar nos inserts do protools periféricos externos ? Obrigado

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    1. Usando via UAD Apollo. Obrigado !

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    2. Olá, da mesma maneira que descrito acima. Apenas verifique que o para de saída tem que ser o mesmo da entrada, por exemplo: OUT 3 e 4 da Apollo para In 3 e 4 da Apollo. Configure também o Console para que fique tudo lado a lado os números das entradas e saídas e exclua o alt monitoring para não perder saídas. Abs.

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  26. Mano tenho um demônio desse ai, kkkkk, não consigo entender as ligações nem a pau! Eu sou auto di data, tipo databurro! kkkkk, será que não rolava um videozinho? o meu é um patchbay da marca Alto.

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    1. Olá colega, vou fazer um video assim que der. Se quiser podemos combinar uma assessoria. Visite minha loja: www.danielraizer.mercadoshops.com.br. Abs.

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  27. eu comprei o neuman pb 40. Ele é somente normalizado?

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    1. Oi Mailson, o PB-40 é normalizado (sem patch) ou meio-normalizado (quando inserido um patch), mas você pode abrir a carcaça e cortar o jumper entre o A e B e deixá-lo não normalizado. Abs.

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  28. Cara será que dar para mostrar tudo isso que vc mostrou só que o patchbay com as ligaçoes que vc mostrou em uma mesa

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    1. É tudo a mesma coisa, Out das coisas na parte de cima do patch e o in das coisas na parte de baixo do patch...Pensando assim fica fácil. Só isso...

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